Futurologia - Nostradamus
21 Agosto 2006

Nostradamus, num hipermercado, especificamente na secção de literatura, entreabri um dos seus livros, curioso pelos rumores que ouvira das suas previsões do 11 de Setembro, canonizadas em versos, o que desconhecia por completo. Corrompia desiludido o fascínio de uma obra versificada antecipar factos, memórias comuns universalmente.

Pesquisei presentemente acerca da sua vida, facilmente relatos presenciam o Renascimento, deveras de fiar, contudo não, perecera-me o culto da verdade, a ideia de que não conhecemos a pessoa com quem interagimos, e, ainda para mais, a indagação do seu domínio vaticinante de quem a alvitrou não era profícua, pois era um sinal malévolo. Displicência equitativa à parte, viera concomitante a sites de contravenção da privacidade, espectros de contusões, diegeses sumarentas com paladar a carmim, muamba de narcóticos, permuta de artilharia, vídeos com títulos arrojados, de descrição espontânea.

Nunca consultei qualquer um dos sites, a maior parte transmitiria vírus impensadamente. A colecta sublime era a de reconhecer, quando a comunicação interpelava, quem era Michel de Nostredame e as causas de se transformar num visionário precedentemente aos eventos por ter sido um médico, ter feito alquimia, estudado astrologia, ter sofrido de epilepsia e ter sido oriundo de Saint-Rémy-de-Provence.

A deturpação e adulteração passaram-lhe no duplicado secular registado, uma aplicação do epifenomenismo antes de ser teorizado.

A mente amamenta o que a consciência lhe expressa crispadamente, se escutássemos um oráculo só faria sentido depois de acontecer, primeiro porque teríamos de demandar o local do acontecimento, que era fiável só vir a existir centenas de anos mais tarde, segundo porque não creio que as constelações vizinhas estejam dispostas de forma a prever o futuro pela razão de uma afinidade galáctica humanamente infinita não ter a mínima probabilidade de ser condescendida por um efeito química, complexo, temporalmente emaranhado em si mesmo, que é apenas inteligível para outros efeitos análogos. A não ser que os astros circunvizinhos tenham uma função essencial e que participem na cadeia espagírica activamente e que um terráqueo a deduza.

Sim, os humanos podem ultrapassar-se, não à cultura, religião, sociedade, senso de premeditações, presumo que progrida, que controverta, que alterque o que socialmente denominamos de fim. Leonardo, Sandro, Albert, Isaac, Stephen… nomes comuns, a aguardar de um novo pronome que reavive os propósitos que saciaram o inscío do senhorio findável do intelecto.

Publicado por Pedro Jorge às 12:11 | Individualizar |


2 Comentário(s) :


  • At 8/21/2006 6:45 PM, Anonymous Anónimo

    Que escrita tão retorcida! Pk?
    O resto, as artes divinatórias, Nostradamus, o nosso Bandarra, a astrologia - são doenças infantis, têm a sua graça, que logo passa.
    Para adivinhar o futuro, era necessário que ele já estivesse estabelecido: Mas todos os dias vemos que não está, que há opções, encruzilhadas, hesitações; que as coisas foram assim, mas poderiam ter sido de muitas outras maneiras, e que apenas uma poeirita na árvore de decisão acabou por as encaminhar em determinado sentido...
    VC  
  • At 10/07/2006 8:47 PM, Anonymous Anónimo

    Por mais transcendente que aparente, o Homem, na sua pluralidade, só percebe um episódio, se o docente recorrer ao uso de parábolas, símiles e atitudes relacionadas com o facto em causa, mesmo que assistidas no arcaico.
    Sendo assim, reconheço que tem uma fenomenal aptidão para conseguir transmitir o que lhe vai na alma e qual a perspectiva que vê diante do futuro (algo bastante difícil, confesso-o), mesmo que não transmita tudo em absoluto dos seus pensamentos, (o que não é bem possível em caso algum), e ainda com a utilização de uma linguagem pujante, mas bastante enriquecida para um escritor desconhecido (pelo menos diante da minha individualidade), consegue fazê-lo.

    Espero que assim continue, persista permanentemente em fazê-lo, mas arrisque em demonstrar os seus pensamentos na primeira forma semblante que lhe vai na alma, não digo isto para expressar as suas ideias através de citações, em objecção, digo-o a escrever, como faz, embora deveria clarificar as suas ideias com uma linguagem mais acessível a todo o povo. Sacrilegamente, este só dá o devido valor se entender realmente o que lê, pois, como deve ser do seu conhecimento, o vocábulo enriquecido como o seu e talvez como o de muitos outros escritores, já não se depara com tanta abundância na nossa assembleia individual e colectiva e por isso, continue engrandecido, mas clareie o que conseguir, de forma a que todos alcancem totalmente o que pretende passar para o papel, para que saibam avaliá-lo honestamente e não criticá-lo, porquanto a quem corresponderia essa tarefa tão desejada de critica – era quem percebesse vocábulos robustos (e não quem nada entende e só se limita a contestar por isso mesmo)!

    Continue, que eu apreciarei, se não for incómodo algum, os seus textos (que, aparentemente, revelam ser provenientes de uma fonte muito culta de sabedoria) e espero que não surjam quaisquer equívocos sobre este seu amigo, se assim mo permitir, que ficará à espero de mais textos para ler, reflectir e avaliar, pormonorizadamente, com todo o bom grado de sempre.